
a) Aprender os seus limites;
b) Lidar com a frustração de não ter tudo o que quer. Estas experiências serão muito importantes para o seu desenvolvimento.
A criança deve poder “ganhar” em pequenas coisas:
- A vontade legítima também pode ser satisfeita.
- No entanto, deve ser contrariada em tudo o que:
a) Represente perigo – ex. andar de carro fora da cadeirinha, mexer na gaveta dos talheres, etc.
b) A prejudique – ex. deitar-se tarde, comer muitos doces, usar sandálias no inverno, etc.
c) A faça sentir que manda nos pais – ex. dar pontapés na mãe durante a birra, obrigar o pai a dar o telemóvel, exigir brinquedos, etc.
Por exemplo:
“Não podes fazer isso porque...”
“Olha que a mãe fica triste e chora”
Esta atitude só enerva mais a criança, uma vez que já está exaltada e dá-lhe mais espaço para armar a birra.
Por exemplo:
a) A ameaça com personagens (televisão) agressivas ou figuras reais punitivas desautoriza os pais.
b) Assim a criança sente que os pais não têm capacidade para a conter. Vai continuar a explorar limites.
a) Os pais devem manter regras.
b) O que é autorizado e o que não o é deve ser conhecido por todos na educação da criança.
c) A mínima contradição cria espaço para o não cumprimento.
a) Se já foi estabelecido pelos pais que determinado comportamento não é aceitável (perigoso, prejudicial, autoritário), então devem conter a Birra até ao fim sem ceder.
b) Todavia, não confundir cumprir regras com estarmos zangados ou até com não gostarmos da criança.
a) Demonstrar à criança que pode chorar (até faz bem), queixar-se e tentar consolar-se no seu colo ou com algum objecto de conforto.
b) Se aceitarmos o choro como normal e natural, a criança não se vai sentir um empecilho. E não tem que se comportar como tal. Vai sentir que tem valor, porque gostam dela.
a) Depois de os ânimos acalmarem, a criança deve ser valorizada por ter conseguido acalmar-se sem o seu desejo (exigência ilegítima) ter sido realizado.
b) Não o fazer é equivalente a transmitir que se está zangado e que já não se gosta da criança.
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